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O Yga no Alternativide PDF Imprimir E-mail


Depois que o Yôga virou moda e aventureiros de todas as laias poluíram o nosso métier, está ficando cada vez mais complicado declarar que ensinamos Yôga. Por esse nome, o interlocutor sempre entende outra coisa. A Imprensa também não ajuda. Em março de 2005, o Sindicato Nacional dos Profissionais de Yôga promoveu a IV Semana Internacional de Yôga em São Paulo. Um jornalista de um respeitado jornal de São Paulo nos telefonou para fazer entrevista. Explanamos com uma experiência de mais de 40 anos falando com a Imprensa e deixamos bem claro que nosso trabalho é técnico e nosso público é formado por pessoas cultas e esclarecidas. Então o jornalista perguntou qual a relação de Yôga com religião. Recebeu um enfático “Jamais! Yôga não tem nenhuma relação com religião”. No entanto, no dia seguinte quando os organizadores do evento foram procurar a matéria, reviraram o ilustre periódico e nada. Não havia saído coisa alguma sobre a IV Semana de Yôga. Mas encontraram um artigo sobre Harê Krishna. Lendo essa matéria, encontraram, lá embaixo, como apêndice do artigo que falava sobre a seita exótica, uma notinha dizendo que quem quisesse saber mais poderia ir à tal da Semana de Yôga. Isso é inacreditável. Mas acontece todos os dias.

Despretensiosamente, com todo o carinho e respeito pelos profissionais da Imprensa que sempre nos proporcionaram tanto apoio e consideração, queremos chamar a atenção para o fato, já que alguns pauteiros só programam matérias de Yôga na sessão alternativa ou esotérica do Jornal ou Revista. O Yôga com ô fechado não é alternativóide nem naturéba. Nós, os profissionais da área, reivindicamos por justo direito que seja abolida a discriminação politicamente incorreta com relação ao nosso trabalho.

O Yôga (com ô fechado) é trabalho honesto e sério. Milhares de famílias vivem desse ofício. Não é "esotérico" (no sentido popularizado do termo) nem alternativo, já que:

1. Desde a década de 70 os instrutores de Yôga são formados pelos cursos de extensão universitária das Universidades Federais, Estaduais e Católicas de todo o Brasil. A partir da década de 90 passam a ser formados também pelas boas universidades particulares como Gama Filho (RJ), Estácio de Sá (RJ, MG, SC), Belas Artes (SP), Anhembi-Morumbi (SP), FATEA (SP) e outras, sempre em cursos de extensão universitária.

2. Os instrutores de Yôga são profissionais liberais e autônomos, têm sua documentação em ordem, possuem certificados de habilitação, alvará de localização, CNPJ, inscrição estadual e pagam impostos regularmente como todos os demais.

3. O proprietário de estabelecimento de Yôga é um empresário tão incorporado ao sistema quanto qualquer outro empreendedor.

4. Uma das empresas do ramo, a Universidade de Yôga, com centenas de representações no Brasil, Américas e Europa, é uma das pioneiras na utilização do sistema de administração participativa, há mais de trinta anos.

Portanto, insistir em considerar nosso trabalho como "alternativo" faz-nos sentir como se a própria sociedade com a qual contribuímos com o nosso trabalho e impostos, quisesse nos excluir de um reconhecimento formal de participação. Pelas demonstrações de boa vontade que recebemos constantemente por parte da Imprensa, temos plena certeza de que não é intenção de nenhum jornalista ou redator discriminar nossa classe profissional.

Todo métier tem lá seus charlatães e a nossa não é exceção. Sempre há aquelas pessoas que não são formadas nem habilitadas e que se arvoram "professores de ióga" (com ó aberto e grafia aportuguesada). Esse diferencial é uma das muitas minúcias que distinguem os profissionais qualificados dos aventureiros leigos que declaram disparates aos Jornais e Revistas.

Os Certificados de Instrutor de Yôga expedidos pelas Universidades Federais, Estaduais e Católicas de todo o país, aceitam unanimemente a grafia com y e com acento circunflexo para designar esse método mais antigo a fim de distinguí-lo da ioga, que é outra coisa. Reconhecem o gênero masculino como na língua de origem e a pronúncia com ô fechado como o é universalmente. Argumentar que estamos no Brasil e aqui devemos pronunciar como bem entendermos poderia ter como resposta que ninguém pede um Chateau Duvalier pronunciando de forma aportuguesada, sob pena de ser tachado. E se alguém argumentasse que pronunciar Yôga, com ô fechado, é pedante, poderia escutar como resposta que pronunciar corretamente a palavra problema também seria considerado pedante por aqueles que estão habituados a pronunciar erradamente “pobrema”!

DeRose
Doutor Honoris Causa pela Ordem dos Parlamentares do Brasil,
Reconhecimento do título de Mestre em Yôga (não-acadêmico) e Notório Saber pela FATEA – Faculdades Integradas Teresa d’Ávila (SP),
 
pela Universidade Estácio de Sá (MG), UniCruz (RS), Faculdades Integradas Coração de Jesus (SP),
Universidade do Porto (Portugal) e Universidade Lusófona de Lisboa (Portugal).
Comendador e Notório Saber em Yôga pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração.
Comendador pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História.
Grau de Cavaleiro pela Ordem dos Nobres Cavaleiros de São Paulo, reconhecida pelo Regimento de Cavalaria 9 de Julho da Polícia Militar.
Medalha de agradecimento da Unicef da União Européia.
Introdutor do Yôga nas Universidades Federais, Estaduais e Católicas do Brasil e em universidades da Europa.
 Criador da Primeira Universidade de Yôga do Brasil e Universidade Internacional de Yôga, em Portugal.
Criador do primeiro projeto de lei em 1978 pela Regulamentação dos Profissionais de Yôga.

 

 
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